Luiz Edvino Hedlund (andra från vänster) tillsammans med bandet Snus Brothers och vicekonsul Peter Johansson
Luiz Edvino Hedlund (andra från vänster) tillsammans med bandet Snus Brothers och vicekonsul Peter Johansson

O Sueco Homonageado 2024 se chama Luiz Edvino Hedlund. Conheça um pouco mais dele na entrevista abaixo.

1) Por favor conte um pouco sobre você e sua história pessoal e da sua família!

Meu nome é Luiz Edvino Hedlund, nascido em Campo Novo/RS, sou bombeiro aposentado desde 2009, casado com Mari Fátima Rosa Hedlund também aposenta, natural de Lagoa Vermelha/RS. Em 1985 nos casamos e passamos a residir em Ijuí, no ano de 1987 tivemos nossa filha Caciara Rosa Hedlund que atualmente é coordenadora do setor de TI da Unimed Fronteira Noroeste e em 1992 tivemos nosso filho Patrique Rosa Hedlund atualmente Doutor em Ciências Contábeis e Administração atuando como professor na área.

Eu sou filho de Ricardo Magnus Hedlund e Dorvalina Batista Hedlund, Ricardo é Filho de Luis Nelson Hedlund, o qual é filho de Carlos Gustavo Hedlund, O qual é filho de Magnus Hedlund que veio da Suécia aos 44 anos de idade com sua esposa Ana com 42 anos, juntamente com sete filhos menores.

Desta forma, devido a nossas raízes suecas ao me aposentar decidi me dedicar inteiramente a nossa casa típica e preservar a cultura sueca na nossa região. Desde que entramos na casa em 1991 eu, minha esposa e filhos sempre participamos ativamente com muita dedicação e amor, ao atingir a idade requerida para entrar nos grupos de dança nossos filhos começaram a participar. Assim, o centro cultural sueco se tornou uma parte muito importante de nossas vidas e a qual nos sentimos orgulhosos de representar e preservar a cultura de nossos antepassados.

2) Conte um pouco sobre a história do Centro Cultural Sueco em Ijuí! Há quanto tempo você é Presidente?

Estou ocupando o cargo de presidente do Centro Cultural Sueco de Ijuí desde 2007. Passei a integrar o Centro cultural em 1991, quando minha família foi convidada pelo meu compadre Luis Albino Hammarstron. A Casa Típica foi inaugurada no dia 12 de Outubro de 1996 com a finalidade de abrigar a todos os suecos e descendentes, possibilitando a expressão da cultura e tradição em diversos aspectos: gastronomia, música, danças, vestimentas, idioma, memória cultural, arquitetura, bem como a preservação de seus usos e costumes, além de ser um marco da etnia em todo o Estado do Rio Grande do Sul e serve plenamente aos objetivos do movimento cultural dos suecos, servindo como sede da etnia, centro cultural, local de reuniões, apresentações artísticas, confraternizações e difusor das manifestações culturais fazendo a história, a memória cultural sueca conhecida e preservada.

Em 1993 foi criado o primeiro grupo de danças da Etnia Sueca “Sweden Dans” (dançarinos suecos), o qual em 2002 trocou o nome para “Svenska Danser” (danças suecas) que retrata os vários tipos regionais das danças folclóricas da Suécia, com seus trajes típicos, suas tradições e costumes.

Este é o único grupo de danças suecas brasileiro da América Latina. Em abril de 2010 formou-se o grupo infantil de danças “Rida Rida Ranka”, e no mês de Abril de 2013, começou o grupo “Rida Rida Ranka” juvenil de danças.

Como presidente, me sinto honrado por liderar uma instituição que busca preservar e celebrar as nossas tradições, costumes e valores desse paíse. Além disso, o cargo de presidente também implica responsabilidades significativas, como administrar as atividades do centro cultural, coordenar eventos, estabelecer parcerias com outras organizações locais e internacionais, e garantir o funcionamento eficiente da instituição.

Essa experiência é enriquecedora e me sinto abraçando cada vez mais minha cultura e meus antepassados, permitindo me conectar com membros da comunidade e demais familiares nórdicos e contribuir para o enriquecimento cultural da região, não deixando nosso legado e nossos antepassados serem esquecidos.

Vice-Cônsul Peter Johansson em frente do Centro Cultural Sueco em Ijuí-RS

 

3) Quais são as atividades da casa?

A casa sueca desenvolve atividades durante a Expofest (feira anual que acontece em outubro) e também alguns projetos sociais durante o ano. Esses eventos envolvem a gastronomia típica, danças e memória cultural. Um fato interessante, é que sempre que se aproxima o início da feira eu costumo me deslocar aos bairros mais necessitados e divulga nas redes sociais a busca por pessoas para integrar a equipe da casa, dando oportunidade para todos e principalmente para as pessoas em maior vulnerabilidade social, visando o desenvolvimento da nossa região. Os eventos que a Casa sueca desenvolve como JIF (Jornada Internacional de Folclore), jantares e apresentações, atraem turistas para a comunidade.

Ao proporcionar oportunidades de participação em atividades artísticas, os grupos de dança ajudam a quebrar barreiras sociais e econômicas, oferecendo um espaço onde pessoas de diferentes origens, lugares e condições podem se reunir em um ambiente acolhedor e inclusivo. Muitas vezes, a casa e seus grupos de dança implementam programas e projetos que visam especificamente atender às necessidades de grupos marginalizados, como crianças em situação de risco, jovens em vulnerabilidade social e idosos em isolamento.

Um exemplo de projeto desenvolvido pelos grupos é o recolhimento de alimentos e cobertores no inverno, recolhimentos de brinquedos para levar ao lar da criança aqui do município no Dia das Crianças, o recolhimento de latinhas e PET durante a feira e o dinheiro arrecadado vai para a APAE, apresentações voluntarias na APAE Ijuí e Jóia. Então, através da casa, essas pessoas encontram não apenas uma forma de expressão artística, mas também um meio de desenvolver habilidades sociais, autoestima e senso de pertencimento à comunidade.

4) Quantos ativos tem?

Atualmente o centro cultural possui cerca de 110 pessoas, entre descendentes, grupos de dança e voluntários.

O interior da Casa da Cultura Sueca conta com um lindo barco Viking pendurado no teto

 

5) Como vê as perspectivas para o futuro da casa?

Como presidente da Casa Sueca, enxergo o futuro com grande otimismo e determinação. A Casa Sueca tem desempenhado um papel vital na preservação e promoção da cultura sueca em Ijuí, e acredito que nossas iniciativas continuarão a crescer e impactar positivamente a comunidade.

Primeiramente, continuaremos a valorizar nossas tradições e a promover eventos culturais que celebrem a herança sueca. Pretendemos expandir nossa programação cultural, incluindo mais workshops e apresentações que envolvam a comunidade e eduquem sobre nossas tradições. Manter a identidade cultural forte é essencial para nossa missão.

Planejamos também ampliar nossos programas educativos, colaborando com escolas e outras instituições para integrar a cultura sueca nos currículos escolares e oferecer aulas de dança e história. Queremos que a nova geração se sinta conectada às suas raízes culturais.

Além disso, buscaremos novas parcerias com outras organizações culturais, tanto locais quanto internacionais. Estas colaborações podem trazer novas ideias, recursos e oportunidades de intercâmbio cultural, enriquecendo ainda mais nossa comunidade como já temos com a Coletividade Nórdica de Oberá- Argentina.

Pretendemos também modernizar nossas instalações e recursos, incorporando tecnologias que possam melhorar a experiência dos visitantes e participantes. Isso inclui desde melhorias no nosso espaço físico até a criação de plataformas digitais para alcance e engajamento mais amplos.

Por fim, continuaremos a promover o turismo cultural em Ijuí, utilizando nossos eventos como a Jornada Internacional de Folclore (JIF) para atrair visitantes e destacar a riqueza cultural da nossa região. Isso não só beneficiará a Casa Sueca, mas também contribuirá para a economia local.

6) Por que é importante para você manter o contato com as suas raízes na Suécia?

Eu vejo que manter o contato com minhas raízes na Suécia é essencial para mim por várias razões. Em primeiro lugar, preservar a conexão com minhas origens culturais enriquece minha identidade e me proporciona um senso de pertencimento, pois essa dedicação integral a Casa Suéca já é parte da rotina de grande parte da minha vida. As tradições, valores e histórias da Suécia são parte integral de quem sou, e manter essa ligação viva me permite honrar e celebrar a herança dos meus antepassados, pois desde pequeno sempre ouvia de meus avós e bisavós o quão linda era a Suécia.

7) Quais são os planos de expansão da casa?

Os planos de expansão da Casa Sueca incluem o fortalecimento cultural, para conseguirmos criar um ambiente mais acolhedor para nossos visitantes, bem como, através da ampliação vamos conseguir manter viva e celebrar a herança sueca, deixando um legado para nossos filhos e netos, além da intensificação dos esforços para alcançar promover a nossa cultura em todas as atividades. Pretendemos expandir nossos programas educativos em parceria com escolas, estabelecer novas parcerias com organizações culturais locais e internacionais para enriquecer nossas iniciativas. Desta forma, torna-se fundamental modernizar nossas instalações para que melhorem a experiência dos frequentadores.

8) Por que este projeto de expansão é importante para uma empresa sueca no Brasil apoiar?

O projeto de expansão da Casa Sueca é importante para uma empresa sueca no Brasil apoiar porque fortalece os laços culturais e comerciais entre os dois países, promove a imagem positiva da Suécia, e destaca o compromisso com a diversidade e inclusão social. Esse apoio demonstra responsabilidade social corporativa, melhora a reputação da empresa na comunidade local, e oferece oportunidades de networking e parcerias estratégicas. Além disso, investir em iniciativas culturais e educativas pode aumentar a lealdade dos consumidores e fortalecer a

imagem de marca da empresa. Lembrando que, é a cultura dos seus antepassados, a memória do país de origem dessas empresas que está sendo fortalecida, perpetuada e celebrada no Brasil.

Hedlund foi entrevistado por Peter Johansson.

Sueco Homenageado 2024

4 pensamentos em “Sueco Homenageado 2024

  • 06/06/2024 em 15:50
    Permalink

    fantástico , quem sabe mais de 250 anos de história esta família Hedlund no Brasil , IJUI
    alguém fala sueco ? existe alguma escola local em IJUI ? parabéns ao Luiz Edvino
    muitos anos atrás li um livro de röda jordens svenskar , que relata os suecos em Oberá
    parabéns Peter por ter buscado tanta informação sobre quase suecos no brasil
    desejando um feliz dia nacional sueco , saudações de , Erik de ITU

  • 06/06/2024 em 16:23
    Permalink

    Achei a entrevista muito interessante. Adorei!
    Sou sueca, casada com um brasileiro há quase 60 anos, moramos em São Paulo.

  • 06/06/2024 em 19:08
    Permalink

    Parabéns Luiz Edvino, fico feliz em saber que foste o homenageado do ano 2024. Justo e merecido. Parabéns ao consulado pela escolha e o Hedlud pelo reconhecimento. Um abraço desde Guarani das Missões.

  • 06/06/2024 em 21:14
    Permalink

    Parabéns Luiz Edvino!
    Homenagem merecida!
    Abraços desde a Svenska Kulturhuset de Farroupilha

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *